LIVRARIA ENTRELINHAS

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Galeria Panorâmica, Guaíba RS

sábado, 25 de dezembro de 2010

O Rio que gostei de viver.

      Viver o Rio de Janeiro e muito melhor do que vê-lo.      












Depois de quatro meses de intensa atividade na livraria e na feira do livro de Porto Alegre, finalmente chegou a esperada semana de folga no Rio de Janeiro, programada com amigos cariocas, baianos, paulistas, mineiros e cearenses da comunidade História e Música. Quando se fala em semana de férias e descanso no Rio de Janeiro, nos vem à mente a imagem do Corcovado, Copacabana, Ipanema, Cristo Redentor, uma rede balançando preguiçosa, um violão tocando, água de coco gelada e preguiça. Não deu tempo para nada disso. Ainda bem, pois o que encontrei é a verdadeira riqueza do Rio de Janeiro: O povo carioca. No mais, andamos pela Vila Isabel, pelo Vaca Atolada na Lapa, na Cidade do Samba, e curtimos um lindo domingo na roda de choro da praça São Salvador no Flamengo. A Pedra do Sal não rolou mas fica para a próxima. 
Agradeço a Vó Jací, sempre atenta e preocupada com tudo e ao Orlando e a Roh que nos mostraram este Rio Maravilhoso. Obrigado Carlão pelo carinho. Um abraço muito especial aos amigos Fabiana e Júlio de Minas, ao Pino e sua turma da Bahia e a Zelia lá do Crato (Vamos aparecer por lá hora dessas), à Mônica, Conceição e Márcia (as meninas superpoderosas de São Paulo), e ao Luis Fernando do Samba na Fonte e ao Companheiro Ernesto, obrigado pelo livro. Sem esquecer da Thaís, da Elizabeth, da Ana Lúcia e da Terezinha.  Parabéns ao Orlando que teve sua composição escolhida para samba enredo da Vizinha Faladeira. 
Só para não perder o costume, aproveitei o tempo de viagem e espera nos aeroportos lendo Bukowski, cujo linguajar típico, escrachado e escatológico serviu-me de preparação para algumas palavras típicas do linguajar carioca (adoram falar porra e merda). Levei a edição pocket da L&pm do Ao Sul de Lugar Nenhum, escrito lá nos anos 70 que traz um Bukowski maduro e no auge da fama. No Livro diversos contos são protagonizados pelo Chinaschi, espécie de alter ego do autor e a maioria de seus personagens são bêbados, prostitutas, vagabundos, drogados e alienados da sociedade, que nos emocionam pelo singelo e e pela profundidade de seus sonhos. Bukowski nos mostra a poética da miséria humana que de alguma forma ou outra me remete diretamente a poética da favela que vi da janela do avião. E a propósito, foi impressão minha ou tem poucas livrarias no Rio de Janeiro?


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Foto: Hannah Beineke

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